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	<title>Publicaciones de David Llada &#187; portugués</title>
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		<title>O xadrez atrai, sim, patrocinadores</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 08:16:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Llada</dc:creator>
				<category><![CDATA[ajedrez]]></category>
		<category><![CDATA[comunicación]]></category>
		<category><![CDATA[portugués]]></category>
		<category><![CDATA[imagen]]></category>
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		<description><![CDATA[[Escrito en San Sebastián el 13 de febrero de 2008; publicado originalmente en la revista Jaque nº 619 correspondiente a Marzo de 2008. Traducido al portugués por Elias Muñiz para su publicación en la web brasileña Xadrez Torre 21]
A idéia de que “o xadrez não interessa aos patrocinadores” é uma dessas mentiras que, de tanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>[Escrito en San Sebastián el 13 de febrero de 2008; publicado originalmente en la <a href="http://davidllada.com/ajedrez/2008/05/08/3-el-ajedrez-si-atrae-patrocinadores/" target="_blank">revista Jaque nº 619</a> correspondiente a Marzo de 2008. Traducido al portugués por Elias Muñiz para su publicación en la web brasileña <a href="http://http://noticias.torre21.com/2008/12/o-xadrez-atrai-sim-patrocinadores.html" target="_blank">Xadrez Torre 21</a>]</strong></p></blockquote>
<p>A idéia de que “o xadrez não interessa aos patrocinadores” é uma dessas mentiras que, de tanto se ouvir de quem justifica assim o fato de não saber fazer seu trabalho, acabamos por acreditar nela. Gravou-se em nossa mente e minou o entusiasmo por empreender atividades, por procurar novos horizontes para nosso jogo.</p>
<p><span id="more-35"></span></p>
<p>Vamos fazer uma diferenciação muito importante entre duas coisas que, ainda que estejam relacionadas, algumas vezes são confundidas uma com a outra. É verdade que o xadrez não é um esporte de massas, e nunca o será por sua natureza intrínseca: conhecê-lo e dominar seus fundamentos requer um esforço de vontade que é cada vez menos comum na sociedade em que vivemos. Mas o xadrez tem, sim, uma imagem, representa certos valores que resultam, em conjunto, interessantíssimos para qualquer empresa disposta a respaldá-lo. E isso para não falar das instituições públicas.</p>
<p>Nos últimos anos, tive oportunidade de ir a várias feiras empresariais. Uma das mais importantes realizadas em nosso país, <a href="http://es.hsmglobal.com/contenidos/esexpomanagementhome.html" target="_blank"><strong>Expomanagement</strong></a>, está destinada a executivos de importantes multinacionais. Na primeira ocasião em que a visitei, chamou-me poderosamente a atenção a massiva presença de stands, cartazes e folhetos (cheguei a contar 23 ao todo) de empresas que utilizavam a imagem do xadrez como tema de propaganda, em todos os casos incidindo nesses valores a que fazia alusão: o pensamento estratégico, a inteligência, as decisões bem meditadas, o eficiente planejamento.</p>
<p>No ano seguinte, foi preciso somente um pouco de iniciativa de minha parte para organizar uma pequena exibição de partidas simultâneas nessa mesma feira, no stand de <strong>Amena</strong>, que contou com a participação do Grande Mestre <strong>Pablo San Segundo</strong>. “Amena sabe qual é tua melhor jogada”, foi o recorrente slogan. Foi algo simples, mas a tal ponto teve sucesso e congregou a curiosos no recinto, que duas empresas do mesmo ramo (telefonia) contataram-me nos meses seguintes para me propor atos similares, e os próprios organizadores de Expomanagement contrataram <strong>Garry Kasparov</strong> como estrela conferencista para a edição seguinte. A semente havia sido plantada. O xadrez dava-lhes boa imagem, a um preço irrisório para os orçamentos que manejam habitualmente.</p>
<p>O potencial está aí, sempre esteve, e somos uns cegos por não ver que o temos diante de nós. Até onde poderíamos chegar se, em vez de entusiastas particulares mais ou menos capacitados, fosse uma agência de comunicação e imagem quem canalizasse esse potencial, quem explorasse de forma profissional as possibilidades que oferece o xadrez? Em poucas ocasiões se deu esse passo, porque os diretores, associações de jogadores e enxadristas super-estrelas sempre quiseram “manejar o cotarro”, sem terem consciência de que se movem num terreno &#8211; o da comunicação &#8211; que não é precisamente o seu.</p>
<p>Há alguns meses, conheci em Vitória o candidato à FEDA, Amador González, que teve a deferência de interessar-se por minhas sugestões a respeito de como abrandar o desolado panorama que apresenta o xadrez nacional: um problema que parece lhe preocupar bem mais do que àqueles que estão no cargo atualmente. Inclusive me propôs a possibilidade de participar de sua candidatura como chefe de imprensa, ou que lhe sugerisse, ao menos, uma pessoa indicada para o posto.</p>
<p>Tentei tirar-lhe da cabeça a idéia do “chefe de imprensa permanente”, que, embora seja verdade que nunca tivemos um, já se converteu em uma figura um tanto obsoleta. “Uma agência de comunicação pode realizar esta tarefa, emitindo notas de imprensa quando sejam necessárias: campeonatos da Espanha, grandes torneios, acontecimentos infantis…”, expliquei-lhe. “Além disso, eles saberão onde incidir para vender o xadrez, não só no que se refere aos meios, mas também aos potenciais patrocinadores e as instituições. É um serviço global e profissional”, insisti. Para não mencionar uma possibilidade não menos importante: as agências de comunicação planificam as campanhas de publicidade de muitas empresas, e sem dúvida poderiam encontrar em sua carteira de clientes algum a quem poderiam sugerir-lhe associar sua imagem ao xadrez. Creio que os argumentos lhe convenceram, porque me pediu permissão para incluir a idéia em seu programa.</p>
<p>Em resumo: não menosprezemos o potencial que tem nosso esporte. O xadrez atrai, sim, patrocinadores: o que os afasta são os ineptos que muitas vezes o gerem.</p>
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		<title>Derrotado pelo celular</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2003 16:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Llada</dc:creator>
				<category><![CDATA[ajedrez]]></category>
		<category><![CDATA[portugués]]></category>
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[Escrito en Pravia (Asturias) el 14 de octubre de 2003; publicado originalmente en el diario El Mundo; traducido por Anderson de Jesus para www.clubedexadrez.com]
O Campeão do Mundo, Ruslan Ponomariov, é punido com a perda do ponto ao tocar seu telefone celular na metade de uma partida
Cada vez que um Campeão Mundial perde uma partida, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2059/2181969146_9a9b528593_o_d.gif" alt="elmundo" /></p>
<blockquote><p><strong>[Escrito en Pravia (Asturias) el 14 de octubre de 2003; publicado </strong><strong>originalmente </strong><strong>en el diario <a href="http://www.elmundo.es/papel/2003/10/15/deportes/1495769.html" target="_blank">El Mundo</a>; traducido por Anderson de Jesus para <a href="http://www.clubedexadrez.com.br/portal/torre21/colunas/lhada/artigo-01.htm" target="_blank">www.clubedexadrez.com</a>]</strong></p></blockquote>
<p><em><strong>O Campeão do Mundo, Ruslan Ponomariov, é punido com a perda do ponto ao tocar seu telefone celular na metade de uma partida</strong></em></p>
<p>Cada vez que um Campeão Mundial perde uma partida, o fato se converte, invariavelmente, em noticia. As derrotas das grandes estrelas desse esporte são muito escassas e os aficionados ao xadrez, como os de qualquer outro jogo, sentem uma compreensível curiosidade quando estas acontecem.</p>
<p><span id="more-38"></span></p>
<p>Se, além disso, esse descalabro se produz em circunstâncias especiais, como, por exemplo, frente a um jogador de muito menos categoria, ou de pouca idade, o pitoresco da situação transcende o mundo enxadrístico e a noticia costuma ter espaço, então, em meios de comunicação de âmbito geral. Podemos encontrar muitas amostras disso: basta recordar a famosa derrota de Kasparov diante de Radjabov, em Linares, e sua repercussão nos meios espanhóis. Ou seu mas recente tropeço no Campeonato da Europa de Clubes, quando a partida que perdeu em somente 22 jogadas apareceu publicada em todos os diários de Grécia.</p>
<p>Entretanto, nunca se tinha visto uma derrota tão insólita e fulminante como a que sofreu o vigente campeão da FIDE, Ruslan Ponomariov, na primeira rodada do Campeonato da Europa por equipes: seu telefone celular tocou na metade de seu encontro com Eugeni Agrest e isso motivou que o árbitro adjudicasse imediatamente o ponto ao Grande Mestre sueco.</p>
<p>Este fato desencadeou a controvérsia em Plovdiv (Bulgária), onde se disputa a prova. Para começar, Ponomariov se negou a assinar a planilha com o resultado, como é preceptivo. E, por outro lado, não se descarta que sua imprudência acarrete alguma outra sanção além da perda da partida.</p>
<p>Obviamente, resulta muito censurável (e, sem dúvida, perfeitamente sancionável) que um jogador entre na sala de jogo com seu telefone móvel ligado, ainda que seja em modo silencioso, já que poderia ser usado para receber ajuda externa durante a partida. Porém, resulta surpreendente a escassa regulamentação (e a total ausência de controles) que existe no xadrez a este respeito.</p>
<p>Nos grandes matches pelo título mundial, quando há somente dois jogadores no cenário, a situação é muito diferente. Em Londres, 2000, por exemplo, recordo ter visto Kasparov falando por telefone na porta do edifício até instantes antes do começo das partidas. Sem dúvida, estava apurando ao máximo o tempo para receber as últimas instruções de seus analistas e, inclusive, em algumas ocasiões, sentou-se com atraso diante do tabuleiro. Porém, uma vez ali, tudo era examinado minuciosamente, desde o conteúdo de seus bolsos até as geladeiras que cada jogador tinha a sua disposição na sua sala de descanso. Outro caso, muito mais famoso, é o do match Karpov-Korchnoi de Bagio, 1978, quando Korchnoi exigiu que o iogurte que diariamente era servido a seu rival na metade da partida fosse sempre do mesmo sabor e que fosse levado a sua mesa exatamente à mesma hora, à cada dia. Qualquer modificação nessa rotina poderia ser, segundo ele, uma forma de se enviar uma mensagem em código a Karpov por parte de sua delegação.</p>
<p>Por outro lado, em torneios com maior afluência de público (como é este Campeonato da Europa), os jogadores não passam por nenhum tipo de controle, o que já tem provocado alguns incidentes. Por exemplo, no Campeonato dos Estados Unidos deste ano, um dos jogadores, Markson, recebeu uma chamada de telefone de sua mulher. Sem nenhum reparo, respondeu e falou com ela durante uns minutos. O árbitro, desconcertado, não encontrou no regulamento nenhuma indicação a respeito, pelo que decidiu penalizar o jogador descontando-lhe dez minutos de seu relógio. Porém, como conseqüência, a Federação Americana decidiu endurecer seu regulamento para as próximas edições. Outros casos ainda mais escandalosos tem se produzido em torneios &#8220;Open&#8221; e de aficionados.</p>
<p>Nesta ocasião, as bases do Campeonato da Europa são inovadoras, porém muito claras a respeito: literalmente dizem que &#8220;não está permitido ser portador de um telefone móvel na sala de jogo. A violação desta norma será castigada, de acordo com o artigo 13.4 das Leis do Xadrez, com a perda da partida&#8221;. Entretanto, vários jogadores se queixaram de que estas bases não lhes foram entregues até a conclusão da primeira rodada e, de fato, não figuravam previamente na web oficial do Campeonato.</p>
<p>A falta de uma regulamentação clara e de algumas medidas firmes de controle já tem sido criticadas por muitos jogadores, incluído o próprio Kasparov, que assinalava o absurdo que resulta o fato dos enxadristas serem submetidos à controles antidoping, mas não passarem por um detector de metais na sua chegada à sala de jogo. Sem nenhuma dúvida, a polêmica vai ter muito eco nos próximos dias.<em><strong>NOTA:</strong> Para fazer este incidente ainda mais anedótico, há que assinalar que Ruslan completava 20 anos de idade precisamente nesse dia; inclusive havia sido homenageado com um ramo de flores por parte da organização, justamente antes de começar a partida. Quem sabe se a fatídica chamada de telefone que lhe custou a partida não se trataria de uma felicitação!</em></p>
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